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quinta-feira, 22 de maio de 2008

Continuidade do trabalho

Após o SuperSurf (Circuito Brasileiro de Surf Profissional) ter terminado ainda estamos em Porto de Galinhas. Hoje é quinta-feira, feriado de Corpus Christi e ainda não conseguimos resolver a problemática do nosso precioso material reciclável. Já contactamos o secretário de meio ambiente local e ele nos prometeu ajuda. Estamos aguardando. Enquanto isso não acontece, começou agora pela manhã a segunda etapa da Seletiva Petrobrás de Surf Masculino. É a rampa de acesso para o SuperSurf. São 120 surfistas tentando uma vaga para o ano que vem estarem entre os 44 melhores do Brasil. Este evento gera bem menos lixo do que o anterior, pois não há degustação na área vip. Apenas o que as pessoas consomem na praia mesmo. Estão instaladas as lixeiras de coleta seletiva e estamos fazendo a distribuição de sacolinhas oxibiodegradáveis. Hoje o público é pouco. Choveu bastante até ainda agora. Neste momento o sol brilha forte. A beleza deste lugar nos faz relevar os problemas e pacientemente aguardar a solução, que esperamos que aconteça breve.
Estamos planejando desde ontem visitar a praia de Maracaípe, aqui ao lado, onde podem-se ver cavalos-marinhos nos manguezais. Vamos visitar o Projeto Hippocampus para nos aprofundarmos no universo deste espécime que adotamos como simbolo em nosso logotipo. Um peixe muito diferente e muito delicado com características incomuns e que merece toda a nossa atenção. Os cavalos-marinhos são peixes ósseos, como as sardinhas e os bagres. Em todos os oceanos existem 32 espécies de cavalos-marinhos, todas pertencentes ao gênero Hippocampus (família Syngnathidae). Infelizmente quase todas estão listadas na categoria vulnerável da lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), inclusive, as duas espécies recorrentes no Brasil: Hippocampus erectus e Hippocampus reidi (foto ao lado).


Pesca predatória e degradação ambiental


A pesca abusiva e predatória vem diminuindo nos últimos 20 anos os estoques naturais de cavalos-marinhos em todo o mundo. O comércio global mobiliza mais de 20 milhões de cavalos-marinhos por ano, com as mais variadas finalidades. Por serem peixes de forte interesse econômico para lojas de aquários e para a indústria farmacêutica oriental, os cavalos- marinhos tornaram-se espécies vulneráveis. A partir de 1997, todas as espécies de cavalos-marinhos foram incluídas no Anexo D da Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção da Comunidade Européia.
O Brasil figura entre os exportadores de cavalos-marinhos. Dados brasileiros sobre pesca desses peixes não são conhecidos. Não há nenhum tipo de controle ou registro sobre a pesca para o comércio interior e os dados de exportação disponíveis são insuficientes para estimativas do real consumo. Não existe lei de proteção específica, bem como os estudos de laboratório ou no ambiente são insuficientes. A ignorância sobre a biologia destes animais tem acelerado o processo de extinção das espécies. A sobrepesca do cavalo-marinho no Brasil, infelizmente já é uma realidade em muitos Estados, principalmente no nordeste brasileiro.
O comércio destes peixes movimenta grandes quantias para os atravessadores, que pagam muito pouco aos humildes pescadores que sobrevivem ou suplementam sua renda familiar com esta pesca. Um cavalo-marinho vivo é vendido nas lojas de peixes ornamentais, por cerca de R$20,00, mas para o pescador é pago R$1,00 no “mais escuro” e R$4,00 no “colorido” (preferencialmente vermelho). A pesca atinge todas as idades e tamanho, não sendo poupado nem os machos grávidos. Nos mercados públicos, como no de Recife (PE) e no da Baía de Paranaguá (PR), existe o livre comércio de espécimes de H. reidi e H. erectus vendidos desidratados para uso como remédio caseiro, simpatias e amuletos com preço variando entre R$4,00 e R$10,00 a unidade, dependendo do tamanho e estado de conservação do esqueleto.
Como se não bastasse, as populações de cavalos-marinhos sofrem ainda com a degradação de seu ambiente. Nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, constatou-se a forte pressão antrópica sofrida pelas barras de rios e manguezais do litoral destes estados. Infelizmente grande parte de nossas regiões estuarinas foram transformadas em corpos receptores de efluentes da população ribeirinha, do comércio e das indústria locais. Além disso, as barras dos rios são dragadas, os manguezais e canais são aterrados e até mesmo pedreiras são instaladas nestes locais.
Esses fatos naturalmente concorrem para o desaparecimento dos cavalos-marinhos que vivem nesses ambientes.
VAMOS SALVAR NOSSAS PRAIAS!

Um comentário:

lucaze disse...

Oi,mana tô achando um máximo essa viajem !!! Muito bonito os cavalos marinhos, as tarta, etc.
Só nos preocupamos (eu e mamãe) qdo vc não liga. Por favor assim q puder dá uma ligada pra gente,ok? ou manda um torpedo.
Bjs, Te amamos!!!! Deus abençõe vcs!